domingo, 5 de junho de 2011
And so it is...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Extraído de "Fabulário geral do delírio cotidiano", por C. Bukowski
O CobertorBukowski, C.Não ando dormindo bem ultimamente; mas é sobre isso, exatamente, que pretendo falar. É quando parece que vou pegar no sono que acontece. Eu disse “parece que vou pegar no sono” porque não passa disso. De uns tempos pra cá, tenho cada vez mais a impressão, a sensação, de que estou dormindo e, no entanto, no meu sonho eu sonho com meu quarto, que estou dormindo e que tudo está no mesmo lugar onde deixei quando fui pra cama. O jornal caído no chão, a garrafa de cerveja vazia em cima da cômoda, meu único peixinho dourado circulando devagar no fundo do aquário, todas essas coisas tão íntimas que parecem que já fazem parte de mim como o meu cabelo. E muitas vezes, quando NÃO estou dormindo, deitado na cama, olhando pras paredes, cochilando, esperando pra dormir, é freqüente me perguntar: ainda estou acordado ou já peguei no sono e sonho com meu quarto?
Tem acontecido muita coisa ruim ultimamente. Mortes; cavalos correndo mal; dor de dente; hemorragias, sem falar noutras coisas que não convém mencionar. Volta e meia me vem a sensação de que, ora, pior é que não pode ficar. E aí eu penso, bem, pelo menos você tem onde morar. Não anda aí pela rua. Houve tempo em que não me importava com isso. Hoje acharia insuportável. São poucas as coisas que ainda acho suportáveis. Já fui alfinetado, lancetado, é, inclusive bombardeado… com tanta frequência que simplesmente não agüento mais; não conseguiria enfrentar outro fogo cerrado.
Mas vamos ao que interessa. Quando pego no sono e sonho, não sei se estou no meu quarto ou se torno a acordar e tudo está acontecendo mesmo, só sei que começam ocorrer coisas estranhas. Noto que a porta do armário se abriu de leve e tenho certeza que momentos antes estava fechada. Aí percebo também que a fresta na porta do armário está em linha reta com o ventilador (fazia muito calor e deixei ele no chão) e que essa linha reta termina na minha cabeça. Fico de repente com raiva e me afasto do travesseiro. Eu disse “com raiva” porque sempre solto algum palavrão contra “aqueles” ou “aquilo” que quer me eliminar. Agora tenho impressão que estou ouvindo você dizer “Este cara é louco”, e de fato, é bem possível que seja. Mas, não sei porque, acho que não é bem o caso. Embora constitua um ponto muito fraco a meu favor, se é que chega a constituir. Quando ando no meio de outras pessoas, não me sinto bem, O que elas falam e o entusiasmo que demonstram nada têm a ver comigo. O mais curioso é que justamente quando estou na companhia delas que me sinto mais forte. Me vem a idéia seguinte: se podem existir só com esses fragmentos de coisas, então eu também posso. Mas é quando estou sozinho e todas as comparações se reduzem a mim mesmo contra as paredes, contra a minha própria respiração, contra a história, contra o meu fim, que começam a ocorrer coisas estranhas. Sou evidentemente um sujeito fraco. Experimentei ler a bíblia, os filósofos, os poetas, mas pra mim, de certo modo, erraram de alvo. Ficam falando de uma coisa completamente diversa. Por isso há muito tempo desisti de ler. Encontro um pouco de conforto na bebida, no jogo e no sexo, e dessa forma me assemelho bastante a qualquer membro da comunidade, da cidade e do país; a única diferença é que não tenho o menor interesse em “vencer”, constituir família, ter casa própria, um emprego respeitável etc. e tal. Portanto, lá estava eu: sem ter nada de intelectual, de artista; nem tampouco as raízes redentoras do homem comum. Me sentindo dependurado com uma espécie de rótulo indeferido e muito receio, sim, que isso marcasse o início da loucura.
E como vou julga! enfio o dedo no cu e coço. Tenho hemorróidas, aos montes. É melhor que uma relação sexual. Fico coçando até tirar sangue, até que a dor me obriga a parar. Os macacos, os gorilas, fazem o mesmo. Nunca viram eles nos zoológicos, com o rabo vermelho de tanto sangrar?
Mas deixa eu ir adiante. Embora você preferir que eu fale de excentricidades, podia descrever o crime. Esses Sonhos com o Quarto, como se poderiam chamá-los, começaram há alguns anos. Um dos primeiros foi em Filadélfia. Naquele tempo eu já não trabalhava muito também e talvez andasse inquieto por causa do aluguel. Não bebia mais que um pouco de vinho e cerveja e ainda não tinha começado a me dedicar, com força total, ao sexo e à jogatina. Apesar de estar morando na época com uma senhora que ganhava a vida girando a bolsinha na rua, me pareciam muito esquisito que ela quisesse ainda mais sexo ou “amor”, como dizia, quando chegava a minha vez, depois de ceder seus favores a 2, 3 ou mais homens no mesmo dia e noite, e embora eu fosse um sujeito tão viajado e tão encanado como qualquer Paladino das Ruas, tinha qualquer coisa com aquele negócio de meter ali dentro depois de tudo AQUILO… que não combinava comigo e me deixava aporrinhado. “Queridinho”, dizia ela, “você precisa entender que eu TE AMO. Com os outros não significa nada. É que você não conhece as mulheres. A gente pode dar pra um sujeito e deixar ele pensando que se tá participando da coisa, mas não tá nada. Com você é diferente, eu participo.” Todo esse papo não adiantava grande coisa. Só apertava ainda mais as paredes. E uma noite, não sei se estava dormindo ou não, mas de repente acordei (ou sonhei que acordei), olhei ao redor, e deparei com todos aqueles homenzinhos, uns 30 ou 40, amarrando nós dois na cama com uma espécie de arame prateado, e davam voltas e mais voltar, por baixo, por cima, por tudo quanto era lado. A tal senhora deve ter se dado conta do meu nervosismo. Vi que estava de olhos abertos, olhando pra mim.
- Fica quieta! - pedi - Não te mexe! Tão querendo nos eletrocutar!
- QUEM TÁ QUERENDO?
- Puta merda, eu pedi pra você ficar QUIETA! Fica parada agora!
Deixei que continuassem mais um pouco com aquilo, fingindo que dormia. De repente, com toda a força, ergui o corpo, rebentando o arame e surpreendendo os homenzinhos. Dei um soco num deles, mas não acertei. Não sei aonde foram parar, mas me livrei deles
- Acabo de salvar a vida da gente - disse pra tal senhora.
- Me beije, velhinho - retrucou.
Seja lá como for, retomemos a situação atual. Ando me levantando de manhã com o corpo todo marcado por vergões. Manchas roxas, Tem um determinado cobertor que venho observando há dias. Acho que me cobre sozinho enquanto durmo. Acordo e, às vezes, está aqui em cima na garganta, mal me deixando respirar. É sempre o mesmo. Mas até agora fingi que não notava. Abro uma cerveja, aliso bem o Programa de Corridas com o polegar, olho pela janela pra ver se está chovendo e procuro. Ando cansado. Não quero ficar imaginando nem inventando coisas.
E, no entanto, essa noite o cobertor voltou a me incomodar. Se mexe feito cobra. Assume várias formas. Não é capaz de permanecer estendido, cobrindo toda a cama, Na noite seguinte foi a mesma coisa. Atiro pra longe com o pé e cai junto do sofá. Aí vejo que anda. Com a maior rapidez, percebo que o cobertor se desloca no momento em que viro a cabeça pra outro lado. Levanto, acendo a luz, pego o jornal pra ler, leio tudo, até o que não me interessa, as notícias da bolsa de calores, os últimos modelos da moda, como cozinhar uma pomba, como se livrar do capim no jardim; cartas à redação, colunas políticas, anúncios de emprego, obituários, etc. Durante todo esse tempo o cobertos não se mexe e tomo 3 ou 4 garrafas de cerveja, talvez até mais, e aí então o dia já começa a raiar e depois fica mais fácil dormir.
Uma noite destas aconteceu. Ou começou de tarde. Tendo dormido pouquíssimo na véspera, me deite lá pelas 4 da tarde e quando acordei ou sonhei, outra vez, com o meu quarto, vi que estava tudo escuro e o cobertor aqui em cima na garganta, resolvido que desta vez era pra VALER! Nada de dissimulações! Queria o meu couro, e usava de força, ou então parecia que eu é que me sentia fraco, como se fosse num sonho, e precisei recorrer a todas as minhas forças pra impedir que finalmente me cortasse a respiração. Mas estava ali parado, enrolado em mim, de vez em quando desferindo rápidas estocadas, procurando me pegar desprevenido. Eu sentia o suor escorrendo da testa. Quem acreditaria numa coisa destas? Como era possível, porra? um cobertor ganhando vida e tentando me matar? Tudo é inverossímil enquanto não acontece pela PRIMEIRA vez - que nem a bomba atômica, os russo lançando um cosmonauta no espaço ou Deus descendo à terra e depois sendo pregado na cruz por aqueles que Ele mesmo criou. Quem há de acreditar em coisas que ainda estão por vir? No último pavio de vela? Nos 8 ou 10 homens e mulheres em alguma espaçonave, a Nova Arca, rumo a outro planeta pra plantar a exaurida semente da humanidade e recomeçar tudo de novo? E onde estava o homem ou a mulher que iria acreditar que esse cobertor queria me estrangular? Ninguém cairia nessa, por nada deste mundo! O que, não sei por que, só agravava a situação. Embora tivesse o maior desinteresse pela opinião das massas a meu respeito, queria, não sei por que, que ficasse sabendo do cobertos. Esquisito, não é? Por que seria isso? E o mais estranho é que eu, apesar de já ter várias vezes pensado em me matar, agora que o cobertor queria me ajudar, oferecia a maior resistência.
Por fim, arranquei aquele troço de cima de mim, joguei no chão e acendi a luz. Agora ia acabar com aquilo! LUZ, LUZ, LUZ!
Mas qual. Quando vi, estava se retorcendo ou andando uma ou duas polegadas, mesmo com o quarto todo iluminado. Sentei na cama e fiquei olhando com a maior atenção. Se mexeu de novo. Desta vez quase meio metro. Levantei e comecei a me vestir, me desviando dele pra achar os sapatos, as meias, etc. Depois que já estava todo arrumado, não sabia mais o que fazer. O cobertor agora estava imóvel. Quem sabe um passeio, pela ar noturno. Sim. Conversaria com os jornaleiros da esquina. Embora a perspectiva não fosse nada animadora. Todos os jornaleiros do bairro eram intelectuais: Liam G. B. Shaw, O Spengler e Hegel. E não eram propriamente jornaleiros: tinham 60, 80 e até 1.000 anos. Merda. Bati a porta com força e saí.
Aí, quando cheguei perto da escada, qualquer coisa me obrigou a virar e olhar pra trás. Você acertou: o cobertor vinha me seguindo pelo corredor afora, deslizando feito cobra, dobras e sombras na sua frente compondo a cabeça, a boa, os olhos. Devo confessar que, assim que a gente começa a se convencer de que um horror é um horror, no mesmo instante ele se torna MENOR. Por um instante cheguei a pensar que o meu cobertor era assim como um cachorro velho que não queria ficar sozinho sem mim, tinha que vir atrás. Mas de repente me lembrei que esse cão, esse cobertor, estava disposto a matar e então desci a escada correndo.
Sim, sim, ele veio no meu encalço! Andava tão depressa quanto queria, por aqueles degraus abaixo. Sem barulho. Determinado.
Eu morava no terceiro andar. Veio me seguindo. Até o segundo. Até o primeiro. A minha primeira idéia foi sair na disparada, mas lá fora estava muito escuro, um bairro silencioso e deserto, longe das grandes avenidas. A melhor solução seria me aproximar de algumas pessoas pra testar a realidade da situação. Precisava de PELO MENOS 2 votos pra me convencer de que era realidade. Os artistas que estiveram muito adiantados pra sua época já descobriram isso e as pessoas que sofrem de demência e de pretensas alucinações também passaram pela mesma experiência. Se a gente for a única criatura que enxerga uma visão, é sempre chamado de Santo ou de louco.
Bati na porta do apartamento 102. A mulher de Mick veio atender.
- Olá, Hank - disse, - entra.
Mick estava deitado. Todo inchado, as canelas com o dobro da grossura normal, a barriga maior que a de uma mulher grávida. Antigamente bebia feito doido e o fígado não agüentou mais. Estava com hidropisia. À espera de um leito vago no hospital dos Veteranos.
- Oi, Hank - disse, - trouxe cerveja?
- Ora, Mick - ralhou a mulher, - você sabe o que o doutor disse: nunca mais, nem mesmo cerveja.
- Pra que o cobertor, garotão? - me perguntou ele.
Olhei pra baixo. O cobertor tinha saltado pra cima do meu braço, pra entrar sem despertar atenção.
- Bom, é que tenho demais- respondi. - Me lembrei que você podia estar precisando.
E joguei aquele troço no sofá.
- Não trouxe cerveja?
- Não, Mick.
- De cerveja é que estou precisando.
- Mick - ralhou a mulher.
- Ué, pensa que é fácil parar de uma hora pra outra depois de tantos anos?
- Bom, uma, talvez - concedeu ela. - Vou buscar no mercado.
- Nada disso - protestei, - eu tenho lá na geladeira.
Levantei e me dirigi pra porta, de olho no cobertor. Nem se mexeu. Ficou ali sentado no sofá, olhando pra mim.
- Já volto - avisei, fechando a porta.
E pensei: estou achando que é só imaginação. Vai ver que levei o cobertor junto comigo e imaginei que estivesse me seguindo. Devia procurar mais as outras pessoas. Meu mundo é muito bitolado.
Subi a escada, coloquei 3 ou 4 garrafas de cerveja numa sacola de papel e voltei. Já estava no segundo andar quando ouvi um grito, um palavrão e depois um tiro. Desci correndo o resto dos degraus e entrei no 102. Encontrei Mick em pé, todo inchado, segurando uma Magnum calibre 32, da qual saía um fio de fumaça. O cobertor continuava no sofá, tal como eu tinha deixado.
- Mick, você tá doido! - dizia a mulher.
- Exatamente - confirmou ele, - no minuto em que você foi pra cozinha, esse cobertor aí, juro por Deus, esse cobertor aí saltou pro lado da porta. Estava querendo girar a maçaneta, tentando sair, mas não conseguiu pegar direito. Depois que me recobrei do primeiro susto, saí da cama, fui na direção dele e quando cheguei perto ele saltou da maçaneta, se enrolou na minha garganta e quis me estrangular!
- O Mick anda doente - explicou ela, - tem tomando injeções. Anda vendo coisas. Antigamente, quando bebia, ele também via. Vai ficar bom quando for pro hospital.
- Puta que pariu! - gritou, parado ali em pé e todo inchado naquela camisola, - tô dizendo que esse troço aí tentou me matar e por sorte a velha Magnum tava carregada, corri pro armário, peguei a arma e quando aquilo me atacou de novo, dei um tiro. Saiu rastejando, voltou pro sofá e tá ali, oh. Você pode ver o furo por onde a bala passou. Isso não tem nada de imaginação!
Ouviu-se uma batida na porta. Era o administrador.
- Tá havendo barulho demais aqui - disse. - Não pode ter televisão nem rádio ligado depois das 10 horas, nem muita algazarra.
E aí foi-se embora.
Cheguei perto do cobertor. Claro que tinha um buraco de bala. Parecia totalmente imóvel. Qual será o ponto vulnerável de um cobertor vivo?
- Porra, vamos tomar cerveja - propôs Mick. - Pouco me importa se morro ou não.
A mulher abriu 3 garrafas e Mick e eu acendemos dois Pall Mall.
- Olha, garotão - recomendou, - leva esse cobertor com você quando for embora.
- Não tô precisando, Mick - retruquei, - pode ficar pra você.
Tomou um gole bem grande de cerveja.
- Tira essa maldita porra daqui!
- Ué, ele tá MORTO, não tá? - perguntei.
- Como é que vou saber, merda?
- Tá querendo dizer que acredita nessa bobagem toda que ele contou, Hank? - perguntou a mulher.
- Acredito, sim, senhora.
Ela jogou a cabeça pra trás e deu uma gargalhada.
- Puxa vida, tô pra ver dois cretinos mais loucos. - E depois: - você também bebe, não é, Hank?
- Bebo, sim, senhora.
- Muito?
- Às vezes.
- Só sei que você tem que TIRAR essa porra de cobertor DAQUI!
Tomei um grande gole de cerveja. Pena que não fosse vodca.
- Tá legal, companheiro - concordei, - já que você não quer mesmo, eu levo.
Dobrei direitinho e pus no braço.
- Boa noite, pessoal.
- Boa noite, Hank, e obrigado pela cerveja.
Comecei a subir a escada. O cobertor continuava imóvel. Talvez a bala tivesse liquidado com ele. Entrei em casa e atirei em cima de uma poltrona. Depois sentei um pouco, pra olhar. Aí tive uma idéia.
Peguei uma panela e enchi de jornais. Depois fui buscar um facão. Coloquei a panela no chão, sentei na poltrona e pus o cobertor no colo, sempre de facão na mão. Mas não era fácil cortar o cobertor. Fiquei ali sentado , com o vento noturno da detestável cidade de Los Angeles me batendo na nuca, e vi que não era nada fácil cortar aquilo. Como é que ia saber? Talvez fosse alguma mulher que tivesse gostado de mim e que houvesse encontrado aquela maneira de voltar a me procurar. Pensei em 2. Depois me concentrei só numa. Aí levantei, fui à cozinha e abri a garrafa de vodca. O médico tinha dito que se eu insistisse em beber troço forte, morreria. Mas andava fazendo umas experiências. Uma dose do tamanho de um dedal uma noite. 2 no dia seguinte. Desta vez enchi o copo. Não era o fato de morrer que importava, e sim a tristeza, o espanto. Um punhado de gente que presta, chorando de noite. As únicas pessoas que interessam. Quem sabe o cobertor tinha sido essa mulher que agora queria me matar pra me levar pra junto dela ou procurava fazer amor feito cobertor e não sabia como… ou tentou matar Mick por ter atrapalhado quando ela quis abrir a porta pra sair atrás de mim? Maluquice? Claro. Mas o que é que não é? A Vida não é pura Loucura? Todos nós não somos bonecos que só falta dar corda… apenas uma voltas, a gente sai andando e de repente pára, pra sempre?… depois que se caminha pra lá e pra cá, fazendo planos, elegendo governadores, cortando gramados… Loucura, sem dúvida, mas o que é que NÃO É?
Bebi o copo de vodca de um gole só e acendi um cigarro. Aí peguei o cobertor pela última vez e ENTÃO CORTEI! Cortei, cortei e cortei aquele troço todo em pedacinhos, até que não deu mais pra cortar… botei tudo dentro da panela, depois coloquei perto da janela e liguei o ventilador pra levar a fumaça pra fora. E enquanto as chamas começavam a se formar, fui à cozinha e me servi de outro copo de vodca. Quando voltei, o fogo já estava alto, vermelho, forte, como qualquer bruxa velha de Boston, que nem Hiroshima, que nem um amor, qualquer tipo de amor, e não me senti bem, não me senti nada bem. Emborquei o segundo copo de vodca e não senti reação. Fui buscar outro na cozinha, levando junto o facão. Joguei ele na pia e tirei a tampa da garrafa. Olhei de novo pro facão dentro da pia. A lâmina estava manchada de sangue.
Verifiquei minhas mãos, procurando ver se havia algum corte. As mãos de Cristo eram muito bonitas. Olhei as minhas. Não tinha nenhum arranhão. Nem só um talho. Nem sequer cicatriz.
Senti as lágrimas escorrendo no rosto, arrastando-se feito coisas insensatas e pesadas, sem pernas. Estava louco. Devia estar realmente louco.
18 anos e alguns caquinhos pra contar

Por via das dúvidas, dá uma pesquisada no Google sobre notícias recentes ou algo assim, é sempre bom. Aliás, uma coisa que gostaria de por cinco estrelinhas de chocolate é na porta da pessoa que teve a brilhante idéia de colocar notícias/títulos de notícias/chamadas de notícias no lugar da publicidade (se não no lugar, ali pelo menos em destaque está), o Yahoo faz isso e sempre que vou entrar no meu e-mail, nem que seja por alguns segundos eu fico a par (ou quase) das notícias e caso esta me interesse, *plim* clico no link, ponho o óculos-hi-I'm-intelectual e leio. Foi assim que eu soube que a Ministra do Meio Ambiente havia gave up do Ministério (poxa, eu gostava dela) e que a política dos filhos adotada pela China teve um exceção criada pós-terremoto. E por falar em terremoto, qualquer está havendo é terremoto em tudo quanto é canto (inclusive aqui no Brasil), é chuva alagando muito tudo, é onda invadindo pista. *Levanta a plaquinha :Go natureza! Go!*
Ah é, mudando TOTALMENTE de assunto, é incrível como uma simples pesquisa de Internet pode fazer você conhecer coisas que nem imaginaria que existisse. Exemplo, antes do meu aniversário enquanto procurava um lugar para comemorar, encontrei um lugar chamado Bar Bukowski (posteriormente escolhido pra ser o tal lugar) . Meses depois enquanto estava praticando meu esporte favorito: pegar livros na Saraiva e sentar no chão pra lê-los e ir embora depois na maior cara de pau sem comprar (aviso, a prática deste esporte incluí o seguinte efeito colateral: dor nas costas e regiões das almofadinhas ilíacas [A.K.A. bunda]), me deparei com um livro de bolso, verde limão (como não deparar sendo desta 'sutil' cor ahahaha) chamado: "Fabulário geral do delírio cotidiano. Ereções, ejaculações e exibicionismo - parte 2 por Charles Bukowski".
Intrigada com o título e levemente interessada em saber o que deu a fama a este autor para que este possuísse um bar com seu nome tão... tão... diferente (?), peguei o livro e sentei no chão para lê-lo. Resultado: por 1 semana e meia eu fiquei indo quase todos os dias (menos finais de semana) para a Saraiva para lê-lo. O livro é... er... fácil de ser lido, o modo de escrever é aquele que você vai lendo, lendo e quando viu já foi um ou dois capítulos, muito easy going. Antes que pensem besteira, o livro fala sobre o cotidiano da vida do autor, e que vida mais anti-padrão! O fato que mais me despertou interesse é que o autor escreve como eu (ou seria eu que escrevo igual ao autor? Bem, escrevemos de forma parecida) , ambos começam com uma história e no meio desta lembram de outra que se encaixaria com o momento e não perde a oportunidade de escrevê-la, para, depois, voltar ao assunto inicial. Não que suas histórias não tenham enredo, mas eu me adaptei e me simpatizo por textos assim... Além do mais, devido as inusitadas situações e diálogos, o livro arranca boas risadas da gente. Pena que eu não tinha dinheiro pra comprá-lo ( e eram só 18 reais. Bosta ;[ ) e não pude terminá de lê-lo, pois entre um dia e outro que deixava o livro sozinho/desolado descansando na prateleira, bem escondidinho, atrás de todos, ele se sentiu amargurado e abandonado e resolveu seduzir alguém mais além de mim. Agora, minha saga para encontrar outro exemplar (que não é lá muito fácil) se inicia.Então, por hora, adeus Bukowski (ao estilo 'Adeus, Lênin!')!
PS: o texto terminou desse jeito, mas era pra ter começado e terminado falando sobre 2008, como havia prometido no último post. Bem, não podemos dizer que não cumpri com o prometido, afinal, não falei sobre 2007 e relatei acontecimentos de 2008 ;P. À la Bukowski.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Bicoito seria um coito duplo?
2007 (aawhn, de novo?) foi um ano complexo, mas que nos momentos de lazer eu pude tirar todas essas raridades, que venho por meio deste (foda-se q a profª disse q por meio desta/e está ultrapassado. Qm disse q eu ligo? ;P) divulgá-las. Nem todas foram anotadas, então peço pr'aqueles que acompanham o Blog que me lembrem via comentário (Nossa, que multidão!).
Ah, vale lembrar que se não entenderem todas, relaaaxxxem cuidando de alguma criança ou criando algum orfanato.
1- 14 de dezembro na fila do show do The Used algum desconhecido no fim da fila grita: EEEI, garota! Seu nome é Juliana? Ah, é vc mesmo! Telefone pra você!
2- No msm dia ao anoitecer: "Quem são os babacas dançando sozinhos nas poltronas?" \o/
3- Oi, lá em casa todo mundo é vivo e acordam com a maconha no ouvido.
4- Hey Juliana Johns não parece com Indiana Jones? Oi, Indiana!
5- Ei o Quito não tem cara de Pirulito? ;o Piruliquitow!
6- Quitomon digivolve para Piruliquitomon!
7- "Eu quero um tombo de codorna pra comer, comprei um kilo de codorna pra fazer!"
8- Marcos diz: alguém cave um buraco pq o nivel tá caindoooo (Isso é uma bichooooona! ahaha)
9- Ei como seria o nome do filme pornô de cada um? "GIL SEX BOOBIES"; EMO TEEN DICK (dani); "'LOLIPOP FLOP'" (quito); "JOHNS GIRL BRINGING ON''.
10- "- daniel diz: me engasguei cara, com o lolipop" (Isso é uma bichooona v. 2,0)
11- Juh qual é teu telefone? ....-4820. Certo, oi pai o telefone da Juh é ...40-8-20! Ih acho que tem número de mais. Certo, deve ser então 40-8-2!
12- Cheirou, levou.
13- Marcos diz: gil é pior que o Lula, suas analogias não fazem nexo nenhum
14- Marcos diz:
velocidade 5 é o creu de espasmo ahhahahahha
.J.J. diz:
AUIAHUIAHAUIHAUIHA
- daniel diz:
hauhauhauahauhuhauha
.J.J. diz:
UIAHUIAHAUIHAUIHAUIHAUIHA
.J.J. diz:
CRÉU DE ESPASMO!
- daniel diz:
o q seria espasmo?
15- Dani diz: Ô gente como eu faço a mimica de uma redoma? Eu nem sei o que é uma redoma!
16- Dani, o retorno diz: Ô gente como eu faço mimica de um cantil? Eu nem sei o que é um cantil!
17- - [c=#8F8F8F] na-da mais me [/c] [c=#FF53A9]lembro[/c] diz:
já se foi o piruliquito voadoooor
Marcos diz:
pirulito voa? ahahhahaha
.J.J. diz:
UIHUIAHUIAH
Marcos diz:
só se eu for um pirocoptero
- [c=#8F8F8F] na-da mais me [/c] [c=#FF53A9]lembro[/c] diz:
HAOIAHIAOHAIOA
.J.J. diz:
SIM O PIRULITOCÓPTERO
- [c=#8F8F8F] na-da mais me [/c] [c=#FF53A9]lembro[/c] diz:
sei lá mu filho
.J.J. diz:
auihiauhauihauhauha
- [c=#8F8F8F] na-da mais me [/c] [c=#FF53A9]lembro[/c] diz:
NÃO COMPLICA A BUCETA DO APELIDO
- [c=#8F8F8F] na-da mais me [/c] [c=#FF53A9]lembro[/c] diz:
HUMPF
Marcos diz:
VCS QUE COMEÇARAM
- daniel diz:
hauhauha
- [c=#8F8F8F] na-da mais me [/c] [c=#FF53A9]lembro[/c] diz:
piruliito
.J.J. diz:
akele q vinha com hélice pra prender no palitinho
- [c=#8F8F8F] na-da mais me [/c] [c=#FF53A9]lembro[/c] diz:
piruliquito*
.J.J. diz:
aih a gnt rodavam ele e ele voava
.J.J. diz:
uhauiha
- [c=#8F8F8F] na-da mais me [/c] [c=#FF53A9]lembro[/c] diz:
o quito é um travecão
.J.J. diz:
sim
- [c=#8F8F8F] na-da mais me [/c] [c=#FF53A9]lembro[/c] diz:
a gnt gira e ele voa, dizndo q o nivel tá caindo
18- Oi, bom dia, os "Espíritos" estão alugados? ;( E as "Almas reencarnadas"? ;( Certo, e os "A casa dos Espíritos?" ;( Droga todo o mundo espiritual já foi alugado! >__<
19- Na primavera, no verão, no inverno, tome cuidado com "o saco".
20- Iapicún!
21- Poxa amor, vc tem uma perna de ar condicionado! NÃO! Quis dizer Roberto Carlos.. confundi! ;/
22- Ei, pq vc vai chutar o baiano? (baiano=manga; confundi de novo)
23- Cadê a manga? *plaft* Cadê a manga? *plaft*
24- Dani quem não tem braço é maneta, e quem não tem buço? BUCETAAIMINHANOSSA! *no meio do shopping, falando muito alto e se arrependendo logo em seguida*
25- Madrugada em Tiradentes, Law dormindo: "UNO!" *grita e volta a dormir*
26-"Aquele cd também era de uma boate né? -"Dani..Daslu é uma loja"
27- Oi, quer creme? ;)
28- Caramba! Olha aquele mOnequim!
29- Ju tentando falar algo: fafefifafafifufafa *20 minutos depois segue a pérola do ar condicionado*
30- Caramba meu amigo não sabe nem fazer ovoMATILDE!
31- Q triste!
32- Gil, olha a frente Gil, Gil! *paft* com a cabeça na porta do mercado.
33- As bactérias se alimentam das frutas por meio da COMBUSTÃO.
34- Deopis de American Pie não como mais torta de maça. ;/
35- Ju: Aí o bêbado disse... garçom: Palmitu?
36- Parmê? ô_õ
37- Teta teta da talita da talita!Teta Teta tchutchutchutchu-dá tchutchutchutchu-dá!
38- Mi fu Mi fu Mifurei mifurei
39- Peli-peli-pelicano peli-peli-peli-cano tchutchutchutchu-dá tchutchutchutchu-dá!
40- *dani faz sinais para a italiana * Tali diz: Dani ela é italiana não surda
41- Lobato with lasers.
42- Que delíííííííciaaaa!
43- Muito bom dia!
44- Pq a sociologia *coxinha*
45- Dãnadoooooo!
46- Dani peitos duros X Dani peitos moles.
47- SÁI, capeta!
48- Pobre diaba!
49- Sai capeta dos infernos! auihahia
50- Menina contando uma piada pra a turma, que contém um deficiente visual: aí o cara fez assim *gesto*. *todo mundo ri, menos o ricardo que permanece sério* ... "BELEZA! ALGUÉM ESQUECEU QUE EU SOU CEGO?"
51- Professora-velhinha-corcunda-samurai-nordestina: "Shi-shi-shi" *fazendo movimentos de X no ar*
52- Isabel de matematica perguntando pro ricardo (deficiente visual) se ele conseguia enxergar as fórmulas do quadro.
53- No alto daquele cume (8)
54- Po n conheço nenhuma música.. ah canta 1-2-3-4 vai dar no msm!
55- A marca da besta.
56- Dani vamos fazer Peitocóptero? (tali)
57- Pq a minha vó..
58- Pq minha úlcera..
59- Pus que mi nonna...
60- Yory Yagami diz:
ja jogo Uno??
Ëñt®Åvix "I'm not in love, but I'm gonna fuck you till somebody better comes around"(...)(M.T.A.B.B.) diz:
nao
Ëñt®Åvix "I'm not in love, but I'm gonna fuck you till somebody better comes around"(...)(M.T.A.B.B.) diz:
ja jogou palio?
Yory Yagami diz:
ahhh não po esse é ruim... uno é mais manero pq o pc roba o tempo todo
Yory Yagami diz:
xD
Ëñt®Åvix "I'm not in love, but I'm gonna fuck you till somebody better comes around"(...)(M.T.A.B.B.) diz:
eu prefiro o Tempra
Yory Yagami diz:
Uhauhuhauha só agora que eu me liguei
61- Pentelha girll (8)
62- Juh meio sonolenta no ônibus entre um cochilo e outro percebe q o ponto que deveria descer está quase passando aí ela grita dentro do 474 lotado desesperada pro namorado: "Amor, puxa a descarga! (descarga = cordinha de dar sinal)
63- Mendinique na esquina da escola.

Nada mais me lembro, na-da ma-is me lem-bro.
x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
Cara, não aguento mais falar de 2007! Juro que o próximo post (que não garanto que seja instantâneo) não trará mais 2007 como assunto!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Passou, o que passou, passou...
Certo, a kind of retrospectiva.
Veremos então:
- Janeiro:
...
Okay, não vai dar certo.
De um modo geral, 2007 foi um ano bem complicado e agitado, um ano que adquiri XP para o resto de minha aventura cotidiana.
O começo foi bem legal, lembro de ter ido para Cabo frio logo em Janeiro e logo depois Minas, Janeiro passou que eu nem vi. Logo em Março começaram minhas aulas, o começo do fim. Nunca imaginei que aquelas aulas de começo de ano seriam tão requisitadas em momentos como este, não por algo específico, mas a aula, o momento, como um todo.
Acho que alunos de Pedro II, não aprendem só a ser alunos, aprendem a conviver, amar e respeitar o colégio, pode parecer clichê, pode até ser questionado por aqueles mais orgulhosos, mas esse sentimento aluno algum deixa de sentir quando deixa o colégio. Pedro II acho que impregna na gente, não como algo ruim, mas... dá pra entender.
Enfim, Março chegou e foi, abril eu nem vi, mesmo sendo o mês do meu aniversário neste exato momento do ano eu estava me sentindo como um balão prestes a estourar, Maio, Junho... mal tinha começado o ano e eu já estava atolada de tarefas: escolares? também; trabalhos acadêmicos? nah; obrigações? menos; tudo que eu passei foi conseqüencia de escolha minha e somente minha. Eu escolhi fazer Curso de formação de monitores na FioCruz, eu escolhi permancer no estágio avançado de Arqueologia no Museu Nacional, eu escolhi começar a fazer um pré-vestibular à noite, eu escolhi permancer sábado no curso de informática, eu escolhi ser do Pedro II, eu escolhi ter uma sobrevida, ou quase. Dramático?
"Have you ever tried to step in my shoes? (...) And if you ever tried to fit in my shoes they'll never be quite as soft as they seem"As férias chegaram do mesmo modo que foram: desapercebidas. Agosto foi um mês triste: ao mesmo tempo minha amiga voltava pra Itália e eu caia na real que se eu quisesse mesmo passar no vestibular e realizar o sonho da minha vida (ser Bióloga/Médica veterinária) eu teria que me esforçar, e muito. Então, abandonei a FioCruz e comecei a me enfiar nos estudos foi aí o maior índice de recados do tipo "Vc sumiu"/"Oi sumida"/"Vc me abandonou"/"Oi Juh, vc morreu?" que já ever recebi in my life. Foi Setembro, não vi Outubro, chegou novembro e ai começou a pior fase do ano: dias contados pro fim do Pedro II. Pelo menos um litro de lágrima foi derramado nesse mês e sempre que eu parar pra pensar nisso se vai mais um litro, por isso sem muitas delongas neste assunto. Dezembro começou, e bem: 3 semanas saindo todo dia, Natal, Ano novo e tal, mas outra despedida: minha irmã vai pro SC sexta. É horrível ter o último almoço, o último abraço, o último tchauzinho.
Bem, o post n deveria ser triste nem muito longo, mas...
De 2007 ficam: Amizades fortalecidas, Juh amadurecida (um pouco ao menos), experiência adquirida. Até pq se não fosse as amizades eu não sei se teria forças para me manter firme em todos esses dias, mesmo de manhã na escola até de noite, mesmo tendo tudo em minha volta pegando fogo e se desmaterializando. Ficam também todas as partidas de Sueca, Desconfio, Uno, Scopa, shows e situações engraçadas.
O post vai pros meus amigos que tanto me ajudaram nesse ano "difícil":
Law, Tali, Dani, Dani (Trapi), Manu, Tháila, Gil, Vanessa, Carol, Denise, Quito, Iamê, Antônio, Lobato, Bokinha, Banana, Kaca, Dantas, Denise, Mari, Nanda, Bruno, Bruna, Lívia, Rafaela, Isabel, Natassya, Corvo, Vinicius, Vee.
Louros... Números... Estrelas
(...)
Tive o mundo em meu peito
Vou seguir o meu caminho
Passarão ou passarinho
Contra o vento ou na canção
Vou cantando o meu refrão
Construindo um novo mundo
de justiça e igualdade
Carregando uma saudade: o Colégio Pedro II"
Primeira rabiscada do ano.
Como diz o endereço "mesadeescola", o propósito, se é que existe um, é ter um canto para rabiscar qualquer coisa, com nexo, sem nexo. Quem sabe? Algo que não terá ordem alguma, muito menos palavras rebuscadas, adepta do Modernisrmo 1ª fase, oh yeah. E não perderei meu precioso tempo a explicar a ligação, até prq creio que todos já tiveram seu momento de "poeta mesionário".
Certo, blog introduzido, os pqrs devidamente apresentados (ou não), mãos à obra.
Escrevo nesta madrugada do dia 1º de Janeiro (repita em voz alta, dá calafrios) de 2008 para o segundo dia desse ano icógnita, quase o Charada do Batman.
Devo mencionar que a passagem de ano não teve nada de espetacular ou mirabolante, mas foi tão perfeita como qualquer outra em um hotel de luxo (a diferença foi o dinheiro investido): Família reunida (não como deveria ser, mas) e acompanhada do meu par de valsa. Momentos antes da virada do ano estava lendo a revista, muito bom por sinal, "Seções" quando sou chamada a comparecer na varanda. Certo, tudo em ordem: estômago forrado+família presente+fogos de artíficio+desejos de felicidades+plano+promessas. Pera, promessas? Somente aquela básica de comer menos e malhar mais, mas planos?
Que planos?
Simplesmente é tentar olhar me futuro e me sentir tentanto enxergar através do vidro do box depois de um banho quente num dia frio (bela metáfora). Ensino médio concluído, eaí? Quando você pensa que acabou, está na hora de começar tudo de novo, porém de maneira inédita ou desconhecida, por mim ao menos. Faculdade (?), amigos (novos?), criação de uma rotina, aprendizados a adquirir... Não sei nem por onde começar. O jeito é esperar mesmo, literalmente, porque até dia 26 de Janeiro (?) , ao menos, não posso fazer plano algum. Estudar o ano inteiro pra uma única prova em um único dia (não literalmente) que decide toda sua vida dali em diante é uma das "novidades" não tão querida dessa nova velha vida. *Tantantantatantandandan, não é mole não!*
Feliz 2008.