domingo, 5 de junho de 2011

And so it is...

Dai você num dia aleatório, de maneira aleatória, lembra que você tem um blog. Você lê toda sua vida a um tempo atrás e é como aqueles episódios de House M.D. em que você vê o "final"primeiro e logo começa a ver o que aconteceu antes pra chegar até onde você chegou.
Você lê, com "detalhes" e parece que ativa uma parte da sua memória que você esqueceu que tinha.

Dai você lê que você tinha medo do novo, do novo ano, da nova rotina, da infame interrogação. E uma vez que você lê como estava e como está, você percebe que wasn`t that bad, as vezes not bad at all.

Então quase 4 anos depois: você já entrou na faculdade e está quase saindo, você já saiu do seu país e já está quase voltando, você já conheceu gente de lugares que você nem sabia que existia, sua vida tomou um rumo que você nem imaginava que poderia tomar e você já tem que tomar outras decisões que outra vez você vai pensar que mudarão sua vida.

E dai que em 4 anos ou mais, você randomicamente vai encontrar seus rabiscos outra vez e vai ter a mesma reflexão. E vai estar em outra situação diferente de sua vida, outro momento, outra fase.

E sabe? That's the way it should be. Viver com medo, é viver no medo, e eu não quero isso, eu tenho ganas, eu quero sempre mais. Eu sou curiosa, eu quero a vida, quero beber todo que há de ser incorporado, quero comer todos os sabores, quero pensar, seguir e não estancar.

Estou feliz pelas coisas que encontrei, pelos amigos que fiz, pelas coisas que conheci, pelas experiências que tive, pelo bom e pelo ruim, por aprender, por errar, por acertar, por viver. E com isso, com toda essa somatória de amigos novos e velhos, experiências e memórias, a gente cresce, a gente muda.

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro


E com isso, da Espanha, com muitos planos e otimisto, me despeço com um trecho do grande C. Chaplin. Até um futuro próximo, distante, mediano, até... .

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.

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